quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Aspectos técnicos do sistema tradicional de carbonização


No Brasil, o sistema predominante de produção de carvão vegetal é constituído de fornos
de alvenaria e argila, comumente chamados de fornos meia-laranja ou rabo quente, dos tipos
fornos de superfície quando o terreno é plano ou fornos de encosta quando em regiões de relevo
acidentado e que podem carbonizar diferentes volumes de lenha variando normalmente na faixa
de 6 a 20 estéreos (quantidade de lenha que pode ser empilhada ordenadamente em um metro
cúbico) (BRITO, 1990). 
Apesar de serem mais baratos e fáceis de construir  apresentam baixos rendimentos
gravimétricos – rendimento em função do peso de lenha enfornado – em carvão vegetal com
perdas em forma de fumaça poluente que podem chegar a 50% do carbono inicialmente contido
na lenha enfornada e 75% em peso dessa mesma lenha. Rendimentos gravimétricos em carvão
vegetal na faixa de 25% obtidos nos fornos tradicionais representam uma perda econômica
expressiva e subutilização da lenha carbonizada (PIMENTA, 2002). 
A figura 1 mostra o sistema de enfornamento e carbonização.

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