No Brasil, o sistema
predominante de produção de carvão vegetal é constituído de fornos
de alvenaria e argila,
comumente chamados de fornos meia-laranja ou rabo quente, dos tipos
fornos de superfície quando o
terreno é plano ou fornos de encosta quando em regiões de relevo
acidentado e que podem
carbonizar diferentes volumes de lenha variando normalmente na faixa
de
6 a 20
estéreos (quantidade de lenha que pode ser empilhada ordenadamente em um metro
cúbico) (BRITO, 1990).
Apesar de serem mais baratos
e fáceis de construir apresentam baixos
rendimentos
gravimétricos – rendimento em
função do peso de lenha enfornado – em carvão vegetal com
perdas em forma de fumaça
poluente que podem chegar a 50% do carbono inicialmente contido
na lenha enfornada e 75% em
peso dessa mesma lenha. Rendimentos gravimétricos em carvão
vegetal na faixa de 25%
obtidos nos fornos tradicionais representam uma perda econômica
expressiva e subutilização da
lenha carbonizada (PIMENTA, 2002).
A figura 1 mostra o sistema
de enfornamento e carbonização.
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