quarta-feira, 29 de agosto de 2012
















Fornos tipo “rabo quente” de superfície.

Os fornos do tipo rabo quente realizam um ciclo a cada seis ou sete dias, podendo chegar
a dez dias se a umidade da lenha for elevada, cujo período se divide em duas partes. Primeiro
vem o acendimento do forno e o controle da entrada  de ar, quando ocorre efetivamente a
carbonização. Terminada a carbonização, que dura em média três dias, o forno é completamente
vedado com argila e deixado em resfriamento até atingir temperaturas internas em torno de 40
50C, quando então é possível a descarga do forno sem risco de ignição do carvão ao entrar
em contato com o ar (PIMENTA, 2002). 
Nos fornos do sistema tradicional pesquisado, o ciclo de produção inicia-se após a
construção do forno, onde são utilizados aproximadamente 3.000 tijolos assentados com cerca de
três toneladas de uma massa preparada com água, cal e de terra argilosa encontrada em
abundância naquela região e ainda uma cinta de aço  com aproximadamente 12 metros de
comprimento, quatro centímetros de largura e uma polegada de espessura envolvendo a parte
externa do forno cuja função é dar sustentação às paredes. 
A construção do forno geralmente é feita pelo na própria carvoaria e quando se faz
necessária a contratação de mão-de-obra terceirizada é feita por empreitada. Cada forno, se bem
construído e adequadamente operado, tem uma vida útil de dois anos, e se for bem mantido e
reformado quando necessário pode estender a vida útil até 10 a 12 anos. 

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